terça-feira, 16 de outubro de 2007

O que foi feito do PDT??

É o que eu me pergunto, as antigas tradições do partido em tempos de Leonel Brizola estão literalmente indo para o espaço, a atual militância partidária do PDT exerce o oposto do trabalhismo proposto nos primeiros anos da agremiação política. Sobre direção de Carlos Lupi, o partido traçou uma linha ideológica alicerçada com Lula e seus comparsas Ptistas, vangloriando o que chamam de "conquistas" para as camadas mais necessitadas, com as intermináveis indulgências tipo o bolsa família, sistema de cotas entre outros, perpetuando no neo - liberalismo dos tempos de PSDB. Sendo o contrário dos tempos de Brizola, que sempre fez oposição ferrenha ao homem que ele próprio entitulou como "sapo barbudo" , fazendo alianças apenas por interesses, não permitindo a coligação com a podridão petista que assola o planalto central.

O que me deixa espantado, é que além da aliança com o PT, algumas personalidades do novo PDT, fazem elogios as figuras históricas que fizeram de tudo para fazer declinar o trabalhismo iniciado em 1930, como foi o caso do Senador Cristovam Buarque que em pleno Senado, fez um discursso enaltecendo a figura mais anti - trabalhista da nossa estória, o ex - jornalista e político da UDN Carlos Lacerda, com o passar dos 30 de sua morte. Em seu programa para candidato a presidência pelo PDT nas eleições de 2006, apenas fez propostas referentes a educação, esquecendo de outros pontos essênciais, não fazendo questão de eliminar o modelo econômico vigente, que nos espolia até a última gota, o que podemos atribuir as ligações de Buarque com o seu antigo partido, o PT, sem contar Jéfferson Peres com o PSDB, entre outras figuras.


É triste lembrar, mais o PDT caminha para o que conhecemos como " partido sigla de aluguel", assim como aconteceu no antigo PTB de Vargas, onde este partido acoberta nomes da corrupção da política brasileira como Roberto Jefferson e o ex - presidente Fernando Collor de Melo, sepultando em definitivo o trabalhismo histórico que marcou época em nosso sofrido país, acobertando figuras macábras da política brasileira em seu seio, sujando a integridade e moral da estória do PDT, e até mesmo Brizola neto, neto do fundador do partido, compactua com as práticas de desgoverno da gestão, votando a favor da permanência do CPMF, assim como a grande maioria dos deputados do partido em Brasília, sendo o último grande ato de traição aos ideais do nacional - trabalhismo, dando amplas condições para a solidificação do neo - liberalismo em nosso solo sagrado.
O que foi feito do PDT?, como vamos conseguir reagir?, o PDT tem salvação?, e como deve estar Brizola, vendo o que sua criação pratica, traindo os cidadãos e cidadãs de bem desse pais, assim como sua ideologia?. São tantas dúvidas que pairam no ar que fica difícil enxergar um horizonte promissor para a permanência do trabalhismo no Brasil, se é que nem exista mais, mediante a tantas traições dos que constituem a nova era doo Partido Democrático Trabalhita, apenas restando a esperança em nossos corações, para que a justiça social seja feita com nossas próprias mãos.

Termino mais uma matéria, o que na verdade não passa de um desabafo, com tantas decepções seguidas que o PDT nos proporciona, e gostaria de encerrar colocando um vídeo de um dos maiores ícones da nossa política, vejam este vídeo do velho Leonel de Moura Brizola, até a próxima







sábado, 25 de agosto de 2007

53 anos sem Vargas...

É impressionante de como a figura desse homem ainda perdura em incomodar as velhas elites com o passar de 53 anos, essa data de tamanha importância parece ter saído da lembrança da grande maioria dos Brasileiros, o 24 de agosto representa muito mais do que o suicídio heróico de Getulio Dornelles Vargas em resposta aos financiadores de sua oposição anti nacional trabalhista soberano, o 24 de agosto foi aquela data que nos manifestamos por livre e espontânea vontade, de coração aberto movidos pela tamanha comoção recorrente ao fatídico data do trágico fim da vida de um homem que lutou de peito aberto para propiciar as metamorfóses que o Brasil tanto necessitava, até hoje vivendo na mente dos que presenciaram essa época, essa fase de ouro da nossa autonomia e selo de pátria ceritificadamente brasileiro, sendo que o homenageado de hoje foi de vital importância para brancos e negros, latinos, africanos e europeus, que formam toda essa miscinegação racial, difundissem e consolidassem em uma pátria unificada e rica em todos os sentidos possíveis, econômicamente, culturalmente, desregionalizado mesclando os laços de todos os estados Brasileiros com o manifesto da queima das bandeiras estaduais como mostra a foto, independente não apenas no papel, reconhecida no cenário internacional a ponto de sediarmos uma copa do mundo, integrando o país no mundo capitalista indústrial conciliando a burguêsia com o proletariado para a não proliferação das luts de classes, e tantas outras metamorfóses que daria quase que uma bíblia inteira. É uma pena que esses valores estão em total descrédito pelos atuais desgovernos, que se empenharam ao máximo para afundar a Era Vargas do mapa, e o modo de trasformar essa catástrofe em realidade é puramente simples, baseando em um único aspecto: demonizarem a figura íntegra desse homem, nas ruas, nas escolas, nos meios de comunicações, em todos os lugares possíveis, que ele saia da mente dos mais velhos, ridicularizando-o na frente de nossas crianças e jovens que o desconhecem, mais isso não vem ao caso, hoje o dia é inteiramente dele com seu último grande feito, antes de deixar a vida para entrar pra história. Gostaria de terminar essa matéria especialíssima de hoje, pedindo desculpas pelo pequeno texto feito, já que tive a idéia de abrir um espaçono no blog, reproduzindo o maior documento da vida pública que esse país já viu, o manuscrito do presidente momentos antes do suicídio, repletas de palavras com sensatez e emoção, dêem uma olhada e façam suas análises nesse documento grandioso pouco divulgados, pelo fato de ter sido uma dedicação a amigos e familiares do ex-presidente:
Obrigado a todos e Vargas Vive em nossas mentes por toda a eternidade.



"Carta-Despedida"


"Deixo à sanha dos meus inimigos o legado da minha morte.Levo o pesar de não haver podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia.A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa.Acrescente-se a fraqueza de amigos que não me defenderam nas posições que ocupavam, a felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês e a insensibilidade moral de sicários que entreguei à Justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país contra a minha pessoa.Se a simples renúncia ao posto a que fui elevado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranqüilo no chão da Pátria, de bom grado renunciaria. Mas tal renúncia daria apenas ensejo para, com mais fúria, perseguirem-me e humilharem. Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas. Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não de crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos. Que o sangue de um inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus.Agradeço aos que de perto ou de longe trouxeram-me o conforto de sua amizade.A resposta do povo virá mais tarde... "






quarta-feira, 8 de agosto de 2007

O que é o trabalhismo??





Com a chegada do século XXI, o famoso trabalhismo brasileiro com aspirações da revolução de 30 e a ascenção dos tenentistas da década antecessora parece ter entrado em um profundo esquecimento pela sociedade conteporânea, em uma vez que se fala em socialismo, comunismo, nacionalismo, liberalismo entre outros modos governamentais de gestão em um estado nacional, e os exemplos de esquecimento estão a olhos vistos, a figura carro chefe para ascenção do trabalhismo no brasil Getulio Dornelles Vargas, além de ter caído em esquecimento pela nova geração, é retratado como uma figura impetuosa, sanguinárea, nacionalista fascista, ditador populista, e todos os seus valores deturpados por visões puramente preconceituosas e desconhecedoras da política trabalhista, aquela que visa manter o equilíbrio entre o capital e o trabalho, buscando a conciliação entre as classes, visando que as duas trabalhem juntamente, objetivando a harmonização do estado nacional, com a crescente extensão social de civilização e da cultura, e ao mesmo tempo buscando na coletividade a expansão do progresso econômico de um respectivo estado nacional, lembrando o teórico brasileiro do trabalhismo Alberto Pasqualini que nem ao menos deixa lembranças na mente desabituada dos desinformados políticamente que constituem o estado brasileiro, sem esquecer do famoso populista comunista de nome João Belquior de Marques Goulart, a primeira vítima do subsersivo 1° de abril de 64, e a reprodução humana de Getulio, aspirador do cargo do presidente Goulart Leonel de Moura Brizola.



O descaso com os líderes trabalhistas é visível, os reácionarios contra o regime do trabalho e capital em conjunto com os agiotas internacionais, sempre apontam as nossas líderanças como pessoas tendenciosas ao poder, manipuladoras e demagogas, ou até mesmo com acusações de carniceiros como foi comprovado durante o regime do estado novo, com os opositores de mentalidade anti soberana estreitando relações juntamente com aqueles que desejavam do estado brasileiro, mais um de seus inúmeros quintais para depósitos de quinquilharias baratas, roubando as riquezas formadoras da nossa autonomia e importância no cenário internacional.
É preciso lembrar que o trabalhismo modificou todo o cenário brasileiro, nossas líderanças alteraram a estrutura que anteriormente aos trabalhistas, perpetuavam no velho colonialismo de cinco séculos antecessores, um modelo subserviente fora do padrão global de industrialização e urbanização crescentes, onde não passavamos de uma fazendinha a serviço da agiotagem inglêsa e ianque, resgatou nossas forças e nosso poder de unificação e integração da adversidade de cores e raças de etnias diferenciadas, com a força do trabalho e a liderança de homens sérios, de caráter e honestidade com seu povo, implantaram um modelo de benefício a todas camadas populares, dos menos favorecidos até ao alto escalão da aristocracia brasileira, e com essa doutrina econômica e social, atingimos patamares comparáveis aos ditos países de primeiro mundo, elevando a constuída miscigenação racial brasileira, ao reconhecimento como nação, como pátria, mais com a subversão ao trabalhismo, a velha ordem anterior a 1930 foi restaurada após um período de 34 anos com o 1°de abril de 64.
Passados 77 anos desde o surgimento do trabalhismo no brasil, e obsevamos o total dilacerar das bases que o trabalhismo nos legou ao longo do tempo, o obscurantismo dos antagonistas do trabalhistas, tomaram a dianteira e mantiveram uma política de desgoverno e subserviência aos mesmos que nos mantinham como quintal colonial desde os tempos de monarquia, o trabalhismo assim como os líderes trabalhistas passam por um momento de estagnação, a falta de líderes desse gênero anda em larga abundância, o ciclo trabalhista anda em frangalhos, é difícil recorrer a lideranças da atualidade, depois do falecimento de velho Brizola, o partido no qual fundou e que agrega as raízes do verdadeiro trabalhismo, se encontra decadente e cheio de péssimos elementos que recolhem os valores da bandeira trabalhista ao abismo pronfundo, e outros descasos que até eu não saberia argumentar.
O trabalhismo precisa urgemente retomar sua antiga posição, voltar aos seus momentos de glória, retomar a cadeira presidêncial, e revigorar tudo que foi feito em proteção ao estado nacional, apostar em quadros legítimos do trabalhismo como forma consistente de mudança e progresso para o estado como para o padrão de vida de todos os brasileiros, de recuperar o orgulho do patriotismo, ter aspirações no futuro das gerações que irão no suceder, é apostar todas as fichas no trabalhismo, só o trabalhismo é eficaz para resgatar o solo brasileiro do abismo escuro e frio que os tiranos nos lançaram a própria sorte, e que sofremos as consequências de tais atrocidades.
Até a próxima e espero que tenham gostado desse artigo, abraços a todos que perderam seus preciosos tempos para ler o artigo.



terça-feira, 24 de julho de 2007

507 anos depois...


Com o passar dos 507 anos do endurecimento regime Português aos Índios nativos de uma terra desconhecida pelos brancos europeus que futuramente se chamaria Brasil, os problemas permanecem ou engrandecem a medida que o descaso ambiental e humanitário se alastrarem por todas as regiões do gigantesco estado Brasileiro, em um primeiro momento, nos quiseram transformar em reproduções do sistema social português com a famosa colônia de povoamento, com a missão advinda da metrópole, na catequisação dos nossos índios para o conhecimento e absorção dos valores da cultura dos brancos, e ao mesmo tempo que exploravam incessantemente as matas virgens daquele solo até então puro, arrancando o pau brasil até escassear, como também fixaram em nosso sagrado solo e por meio de Capitânias hereditárias, mesclaram-se aos índios nativos e trazendo escravos vindos da região Africana sobre domínio de Portugal em tempos anteriores a colonização tupiniquim. A adversidade natural da nossa terra sempre despertou olhares alheios em toda parte dos povos vizinhos de Portugal no continente europeu como francêses e inglêses, e mais precisamente os holandêses, que invadiram nosso terra a fim de expandir seus domínios e influência comerciais com a ploriferação dos engenhos de açúcar e bélicamente com o adentrar de suas tropas tidas como a maior de todo mundo até aquele momento, não apenas em território Brasileiro como também em toda a américa, fazendo com que a coroa se sujeitasse a sua política expansionista, e sendo impedidos pela coragem e bravura dos antigos colonos Brasileiros, reagindo aos invasores a altura e protagonizando uma batalha mortal e memorável que culminaria naa retirada da antiga potência mundial das nossas redondezas. Fracassada a tentativa de reprodução dos valores portuguêses, sofremos um choque ainda maior, os bandeirantes percorrem todo o interior Brasileiro em procura de novas fontes de riqueza naturais, acirrando a disputa pela região das Minas de ouro e metais preciosos nas províncias de Minas Gerais e Goiás vencidas pela metrópole instaurando a colônia de exploração conduzidas pela péssima administração da monarquia portuguêsa, escasseando ainda mais a abundância de nossos recursos naturais com escoamento destes de maneira abusiva, desfortalecendo a colônia com finalidade de manutenção dos luxo da coroa, resultando na fracassada tentativa de indepêndencia do Brasil com a rebelião dos inconfidentes encorajados pela independência Norte Americana, assim como a Revolução Francêsa de prática iluminista na europa, terminado com o esquartejamento daquele que foi considerado como herói devido a tragédia nos últimos momentos em vida, o lendário Tiradentes. A expansão Napoleônica no início do século XIX, precipita o suposto processo de independência do Brasil, trazendo os adeptos da coroa portuguêsa a imigrarem em solo Brasileiro, que com apoio do príncipe regente e futuro monarca do Brasil, reúne todos os descontentes com portugal, protagonizando juntos o 7 de setembro de 1822 entrando em uma nova era, deixando pra trás os tempos de ex-colônia portuguêsa, enfrentando todas impurezas durante o período da administração passada, com sucessivas crises ao longo de quase uma década, só aos poucos estabelecendo os valores da nacionalidade e amor a pátria brasileira nas mãos de um grande homem visionário com mente de um estadista democrático, que entrou na vida pública e manteve-se a frente do império Brasileiro de 6 milhões de almas por um longo período de 50 anos, enfrentando revoluções armadas tanto internamente quanto externamente, o continuísmo na dependência agrária impostas pelos inglêses e elites locais agrárias, emperrando nosso processo de industrialização, sofrendo violentas oposições de sua política emancipacionista, libertando os escravos durante um árduo processo que se perpetuou durante décadas, sendo considerada a gota d'água, onde um golpe de estado havia se formado para a deposição do monarca, com a falsa idéia da proclamação da república, deturpando os valores do 15 de novembro de 1889, se portando como heróis e fazendo a imagem do imperador como um sujeito ultrapassado. Eis que chega a vez das elites oligarcas locais terem o gostinho do poder gladiando com a hierarquia militar, e o atraso da era colonial se perpetuou durante os primerios 36 anos da recém formada república Brasileira, fazendo deste novo e grande país um imenso cafezal, com sacas de café que não acabavam mais, até eclodir na nova super potência global, a crise que colocou em cheque todo o sistema capitalista baseados no liberalismo clássico, dando oportunidade para que uma junta militar lideradas por aquele que seria o brasileiro maior de todos os tempos, tomasse a dianteira para sentar no trono do palácio do catete e assumir uma república constituída por milhões de brasileiros de todas as cores raças ou religiões, durante 15 anos inteiros marcados por um grande alavancar da nacionalidade e de nossa capacidade de sermos independentes e soberanos em todos os aspectos possíveis comparados aos outros povos mundiais, colocando a sua cabeça a prêmio pelos mesmos de outrora que faziam do Brasil uma extensão de seus patrimônios baseados na exploração da maioria exclusa dos benefícios que estes obtinham. Com o fim da era vargas, veio as agitações dos velhos coronéis foram se avolumando, em um primeiro momento derrotados pela comoção popular, depois que manifestaram toda truculência e ódio em cima de um homem, que com um suicídio heróico, foi eternizado por toda a extensão de sua importância fazendo do movimento denominado como revolução de 30, um marco para sua gestão e visão de gênio estadista mundial, adiando o movimento burgês coronelista para que se fosse deflagrado futuramente, o que aconteceu 10 anos depois , onde sentaram novamente no trono com o absoluto poder em mãos, fazendo desse país um quintal ianque, germinando e fortificando o terror e o caos, imperando de norte a sul do imenso Brasil durante duas décadas negras registradas como um mar de sangue em nossa história, terminando com a suposta redemocratização e perpetuando a ditadura civil. Durante esse extenso tempo de colônia para monarquia e república, os problemas não foram extinguidos e sim agravados, nos restando lutar para que tudo termine com um desfecho de felicidades e alegrias ao povo sofrido que habitam esse pedaço de chão batizados como BRASIL.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

3 anos sem Brizola...







Post mais do que especial para falar desse grande homem e brasileiro que fez uma época, marcando toda uma geração de legionários, com sua personalidade tomada por fortes anseios de mesclar o nacionalismo, com socialismo e o trabalhismo, sendo um político e homem do povo, prefeito, deputado e governador, estadista, encabeçador de movimentos reácionarios contra os parasitas da população, vice presidente da Internacional Socialista, fundador de um partido de raízes legítimas do trabalhismo PDT iniciada pelo seu mentor maior, guerreiro nos momentos mais cruciais em combate a ameaça contra a integridade da nação brasileira promovida por tiranos falsários, que sempre desamparam o povo em todos os quesitos, em todas as horas e circunstâncias, um homem de ação e palavra, encarando seus medos sem fraquejos ou tropeços, nadando contra a maré dos mesmos de sua classe, consagrou-se para a eternidade. E hoje resolvi vir aqui para deixar essa homenagem ao saudosíssimo Leonel de Moura Brizola, que nos faz muita falta com o passar dos 3 anos de seu falecimento.


Leonel de Moura Brizola é natural de Carazinho, interior do Rio Grande do Sul, nascido no dia 22 de janeiro de 1922, tendo passado por muitas dificuldades em sua dura infância, onde perdeu o pai que forá morto pelas oligarquias gaúchas, sendo obrigado a trabalhar para pagar por seu estudos, sempre tendo uma indentidade maior com as classes trabalhadoras, onde entrou na vida pública ingressando no PTB fundado em 1945 por aquele que seria sua inspiração maior na política, Getúlio Dornelles Vargas, que levou consigo durante sua campanha eleitoral de 1950, Brizola, Jango e Brochado da Rocha, o que saudoso Darcy Ribeiro apelidou como o "jardim de infância" de Vargas, o que foi um grande começo para que Brizola se firmasse durante os anos 50, como uma das principais lideranças de esquerda, elegendo-se prefeito e governador pelo seu estado natal, o que o tornou uma liderança forte dentro do Rio Grande do Sul. A sua consagração veio durante um movimento popular de porte nacional denonimado como "resistência pela legalidade", encaminhando campanha pelas rádios de todo o brasil, convocando o povo de norte a sul do pais, para votarem em um plebiscito de retorno ao regime presidêncialista, abortando os golpistas que fariam do parltamentarismo, uma escala para consolidarem um golpe de estado, assegurando a posse de seu amigo e cunhado João Goulart, sendo eleito deputado no estado da antiga Guanabára com votação histórica até aquele momento, e coordenou o grupo de pressão a Goulart, para que as reformas de base saíssem do papel, enfrentando forte oposição por parte dos membros da UDN e dos EUA através de seu radicalismo político, e tamanho engajamento político serviu de estímulo para que Brizola fosse cotado a ser o próximo candidato a presidente da república que sucederia Goulart. Contudo o ambiente no Brasil dos anos 60 era bastante caótico, resultado do conturbado período histórico da guerra fria, entre sermos uma colônia financeira dos Ianques Americanos, ou Satélite de espionagem dos Soviéticos, Brizola com sua postura radicalista aproximou-se do mito Che Guevara, sendo um dos principais alvos dos golpistas que alastram seus planos de tomada do poder, principalmente após o famoso comício do 13 de março, servindo de gota d'água para os conservadores, onde estes realizam o movimento da Marcha da Família por Deus pela Liberdade, aumentando considerávelmente a insastifação popular com o governo goulart, fazendo com que Brizola planejasse uma sublevação militar no Rio Grande, o que não deu certo, pelo fato de Jango ser contra qualquer medida que fosse culminar em uma guerra civíl, negando o cargo de ministro da guerra que Brizola pediu, e cedendo as pressões dos opositores. O golpe foi consumado no 1° de Abril de 64, e Brizola, assim como Jango e toda sua equipe de governo partiram as pressas para o exílio no Uruguai de 15 anos, onde Brizola planejou movimentos armados para a derrocada da ditadura, como consequência direta de seu segundo exílio, partindo forçadamente do Uruguai para os EUA, alinhando relações com o presidente Jimmy Carter, depois parte para Lisboa, planejando a carta de Lisboa, propondo aos trabalhistas e socialistas para que o antigo PTB de Vargas voltasse, quando a ditadura dava sinais de abertura política. Sua volta do exílio em 79 foi muito comemorada pelo povo Brasileiro, mais a podridão da ditadura continou a assolar os anseios de Brizola, o sonho do antigo PTB foi negado pela ditadura, onde o general Golbery do Couto Silva deu a sigla partidária a Ivete Vargas, e ao mesmo tempo permitiu a ascenção dos falsários do PT, com sua unidade liderada por Lula e os pseudo trabalhistas. como medida de enfraquecer o trabalhismo e ao próprio Briza, restando ao velho fundar outra agremiação política voltada aos interesses do trabalhismo, como foi a criação do PDT , ao lado do grande Darcy Ribeiro, logo se sagrando vencedor das eleições para governador no estado do Rio de Janeiro, mesmo sendo vítima de um ampla conspiração do partido da ditadura PDS. unidos a rede globo de televisão, nas situações em que a vontade popular foi atendida, o velho Briza foi reeleito como governdor do Rio. Tudo parecia muito bem a Brizola após a volta do exílio, até as conturbadas eleições presidênciais de 89, onde sua campanha eleitora foi sabotada por falsas pesquisas eleitorais, e forte oposição de Roberto Marinho, colocando Lula no segundo turno com Collor, enquanto o favoritismo de Brizola foi jogado para escanteio, amargando um 3° lugar nas votações, sendo assim em 94, e 98, onde ele aliou-se a Lula como medida para vencer o neo liberalismo que surgiu á partir da administração de Collor. A popularidade de Brizola decaiu bastante após os ataques da rede globo, não vencendo mais nennhuma eleição, dedicando os últimos anos da sua vida ao PDT, falecendo no dia 21 de junho de 2004, aos 82 anos de idade, sendo reverenciado com uma bela manifestação feita por seus seguidores e simpatizantes no dia de seu sepultamento.
Cumpri minha missão em homenagem ao velho Briza, que nos legou sua ideologia e coragem de luta que perduraram por mais de 5 décadas, restando para que todos continueem seus anseios de amar a pátria acima de qualquer coisa, vai com deus velho Briza!!

quinta-feira, 31 de maio de 2007

A invasão Holandesa











Post mais do que especialíssimo, em homenagem aos valentes Brasileiros, em um determinado momento de nossa história colônial, expulsaram o invasor Holandês de maneira brilhante, mostrando toda a raça e bravura de nossos antepassados, os primeiros habitantes de uma terra glorificada por todos os santos, onde até mesmo os colonizadores Portuguêses, sucumbiram mediante a ameaça Holandesa do século XVII, permitindo o infiltrar destes ao solo Brasileiro. Hoje irei tratar desse assunto, em especial, a batalha de Guararapes, o que indicou o fim dessa ameaça Holandesa a nossa humilde gente, e o feliz desfecho nossa vitória histórica com o agravar das invasões.
O início da expansão Holandesa no Nordeste



Durante os séculos XVI e XVII, foi intensa a luta entre Burguêses e Monarcas, principalmente na extensão da pirataria por parte dos Absolutistas, para conter o avanço dessa nova classe que consolidava sua hegemônia. Outro ponto importante para que o episódio das invasões Holandesas fosse efetivado, fora a expressiva expansão colonialista em solos por todo o continente Americano, patrocinadas pelas Índias Ocidentais, até mesmo a Holanda, que na época, era a potência mais forte do continente Europeu, deu seus primeiros vestígios em solo Brasileiro, durante uma invasão na Bahia em 1624, com uma tropa bélica bastante considerável para a época, despertando o medo iminente dos nossos colonizadores Portuguêses, logo cedendo as chantagens do inimigo, permitindo que a instauração do estado Holandês fosse consumado inicialmente em terras Baianas. dando início as invasões Holandesas. Mas os colonos, não satisfeitos, começam com a reação, tomando a frente contra os invasores, sendo estes responsáveis, por inúmeros combates mortíferos e muitas vitórias, que estendeu-se por anos.



A ampliação Holandesa e a batalha de Guararapes
A expansão da invasão Holandesa perdurou ao longo do tempo, onde estes percorrem por todo o Nordeste Brasileiro, ampliando seus domínios territoriais, passando por Maranhão e Sergipe por volta de 1641, onde os Maranhenses mantém sua defesa territorial de maneira árdua, com a prisão de importantes oficiais Holandêses como o Coronel Hendrick Van Hans, animando os Pernambucanos a se prepararem para o combate aos Holandêses, onde estes, obtém êxito, derrotando as tropas inimigas de milhares de soldados bem equipados para o estender do conflito. A situação reverte a favor dos Brasileiros, onde estes, cercam a capital Recife, enfrentando diversas dificuldades de sobrevivência, como a alimentação, onde estes chegaram a consumir carnes de cães, gatos e ratos mortos. Os Holandêses começam a reação aos colonos Brasileiros, montam um exército forte para retomar o que os reácionarios haviam retirado de seus domnínios e ordenam que o Monarca de Portugal Dom João IV, punisse seus colonos, fazendo com que o Rei enviasse ordens para restituir o que os Brasileiros haviam conquistado dos Holandêses, o que foi negado pelos colonos, em especial, o líder dos reácionarios André Vidal Negreiros através da seguinte frase, " Combateremos até o fim, e somente após expulsar o invasor, iremos a Portugal receber o castigo pela nossa desobediência.". No ano de 1649, 3.650 Holandêses, a mando do Coronel Brinck, decidem retirar-se da capital Recife, rompendo o cerco da Capitânia Pernambucana, marchando para o sul, e instalando-se nos montes guararapes, com o objetivo de atrair os colonos Brasileiros para uma batalha decisiva para o desenrolar das invasões estrangeiras, iniciando a famosa batalha de guararapes, que estendeu-se durante um período de 5 anos, com os colonos lutando de maneira brilhante e astuta, protagonizando batalhas brutais como relembrou uma possível testemunha dos conflitos de guararapes Lopes Santiago, onde os Brasileros lutaram com um número bastante inferior de soldados em comparação ao adversário, só aumentando o vexame Holandês, que em circunstâncias dessa derrota, os invasores enfim, assinam um decreto de rendição de suas forças bélicas no Brasil, colocando um fim nos conflitos que persistiram durante 30 anos, com a vitória mais do que expressiva dos Brasileiros.





Termino aqui mais um post mais do que merecido, esse período das invasões Holandesas, infelizmente não tem sido valorizado de acordo com a grandeza do acontecimento, e até esquecidos ou desconhecidos pela grande maioria, espero que tenham gostado, e mais posts virão, abraço a todos, e até semana que vem.










quarta-feira, 23 de maio de 2007

O tenentismo dos anos 20



Esse movimento militar Brasileiro alastrou-se por todo o país em meados dos anos 20, período em que a política do café com leite promovidos pelas Oligarquias cafeeiras dava sinais de total esgotamento, devido a crise de seu principal produto no mercado internacional, com as sucessivas quedas de nosso produto nacional, agravando o panorama social Brasileiro durante esse período que já era bastante crítico, o que motivou os militares a deflagarem diversas rebeliões armadas, tendo como base, as aspirações de um governo nacionalista, com influências do positivismo do pensador Francês Auguste Comte, desde o sucesso Guerra do Paraguai, e o final do Império de D.Pedro II. E sobre alguns movimentos do tenentismo que irei falar agora, como a revolta dos 18 do forte de Copacabana, a revolta Paulista e o furacão da Coluna Miguel-Costa-Prestes, o que serviram de estopim para o sucesso da revolução de 30, com a culminância da fúria tenentista, assinalando um momento histórico na sociedade Brasileira.
Os 18 do forte de Copacabana seguido pela revolta paulista

A revolta dos 18 do forte de copacabana foi o pontapé inicial para a alanvacada das divergências entre os militares e Oligarquia, onde os militares não queriam que o presidente eleito pelo voto de cabresto e o coronelismo, Arthur Bernardes, não tomasse posse, o que não foi possível, devido a falta de reacionários à aderirem ao movimento, sendo rechaçados pelo exército leal aos cafeicultores, com apenas 2 sobreviventes. Apesar do fracasso do movimento, o prestígio entre os outros grupos militares foi bem alto, o que serviu de estímulo para que novas revoltas fossem desencadeadas, a revolta paulista de 1924 teve data de início no mesmo dia do levante de copacabana em homenagem a este movimento, onde os militares tomaram o poder da capital paulista por vinte e três dias, bombardeando o palácio do governo, intimando o presidente de São Paulo Carlos Campos a retirar-se, indo para o interior do estado. Após a tomada da capital, o movimento expandiu rumo ao interior de São Paulo e outros estados como o Amazonas e o Rio Grande do Sul, mas como resposta, o presidente Bernardes bombardeia a capital paulista em pontos estratégicos, fazendo com que os rebeldes retrocedessem refugiassem na cidade de Bauru, onde o chefe Isidoro Dias Lopes e Joaquim Távora, recebem a notícia que as tropas legalistas se encontravam na cidade de Três Lagoas no Mato Grosso do Sul, resolvendo atacar essa região, sofrendo a sua maior derrota para os legalistas, perdendo considerável parte de suas tropas, o que restou aos rebeldes paulistas, a refugiarem-se no Sul, onde encontram outra coluna militar chefiada por Luis Carlos Prestes na cidade de Foz do Iguaçu no Parána, ocorrendo a fusão dessas colunas, formando a famosa Coluna Miguel-Costa-Prestes


A bravura da Coluna Miguel-Costa-Prestes e revolução de 30

Coluna esta formada no Rio Grande do Sul, com influências do 18 do forte e da revolta paulista de 24, onde o irmão de Joaquim Távora, Juarez Távora, tomou a cidade de Uruguaiana, Siqueira Campos tomando a cidade de São Borja, e Prestes a cidade de Santo Ângelo, na situação onde Joaquim e Siqueira Campos, fracassaram para que o movimento alastrasse pelo interior do Rio Grande do Sul, mas Prestes rompe o cerco do estado, e foge para o Parána, encontrando com a Coluna formada por Isidoro e Joaquim em Fóz do Iguaçu, mesclando-as, com a formação da Coluna Miguel-Costa-Prestes. A bravura da Coluna foi tanta, que percorreram mais de 25.000 km de norte a sul do território Brasileiro, através de estratégias despistando as tropas legalistas do governo. Porém, o movimento não alcançou sua meta de derrubar o até então presidente Washington Luís, já que a coluna retirou-se do Brasil, partindo para esconder-se na Bolívia, retornando ao país tempos depois, saindo vitoriosos da batalha na cidade de Lençóis. A rebelião do tenentismo atinge o seu apogeu, em 1930, com um movimento militar de porte nacional, devido a derrota nas urnas da aliança liberal formada por Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba, com Getúlio Vargas e João Pessoa perdendo para o candidato do governo Júlio Prestes, e o enfraquecimento das Oligarquias pós crise de 1929 em todo o mundo capitalista, o que só acrescentou para o sucesso da revolução, que em menos de um mês, percorreu todo o país, derrubando a república velha, expulsando os cafeicultores do poder, e instaurando uma nova forma de governo, caracterizada pela era vargas.
Fico por aqui, prometendo mais posts sobre esse assunto do tenentismo, abraço a todos e até outro dia.